OS TREINADORES E O NOVO REGIME

22 06 2009

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QUE VAMOS TER? REGRAS E ORGANIZAÇÃO? OU O REGRESSO AO COMPADRIO E ÁS EXCEPÇÕES?

Quando já tudo fervilha em relação à próxima época, quando a maioria dos clubes já se prepara para fechar plantéis, para que possam ir de férias com todas as decisões tomadas, quando os jogadores na sua maioria já estão escolhidos e os treinadores prontos a iniciar os seus novos planos ou a dar continuidade aos mesmos, eis que nos deparamos com uma série de alterações, nomeadamente as novas regras, assim como o novo regime para os treinadores, é que também a partir da próxima época entram em vigor os regulamentos que determinam que para treinar equipas na divisão principal (a 1ª Divisão Nacional), os treinadores tem de possuir o nível 3 de formação. Até aqui tudo bem, tudo correcto e convenhamos que esta medida já peca por tardia, mas ao abrigo das desculpas da falta de dinheiro nos clubes, ao abrigo da desculpa que por haver poucos treinadores de 3º nível em determinadas zonas do País e que por isso os clubes teriam de gastar muito mais dinheiro contratando técnicos que teriam de se deslocar ou fixarem-se para fora das zonas de residência, a decisão foi sendo adiada de ano para ano tendo então sido decidido pelo órgão que rege o hóquei em patins de que a data de implementação seria a época de 2009/2010, o que nos parece correcto, até porque neste momento e recorrendo ao sítio da FPP concluímos que já existem se não nos enganámos a contar, 74 treinadores com o 3º nível, o que diga-se de passagem é extraordinário, pois se uma boa parte destes técnicos exercer na prática, garante-nos sem dúvida uma qualidade ao nível da gestão das equipas que só pode beneficiar a modalidade sem margem para duvidas.

Estamos portanto perante um processo de validação de técnicos e da sua formação, que teve uma adesão magnífica por parte dos treinadores da nossa praça, inclusivamente os mais credenciados e experientes não hesitaram em fazer essa formação e obter o nível 3, não só porque é obrigatório, a própria lei de bases do desporto exige isso mesmo, mas porque na sua larga maioria acharam que o saber não ocupa espaço e que acrescentar ou aprender mais para alem daquilo que cada um já possui é factor de evolução que nunca deve ser posto de parte, aliás são elucidativas as palavras de alguns craques do mundo do futebol, alguns deles já com provas dadas enquanto treinadores, que ao referirem-se à formação disseram o seguinte a vários órgãos de informação:

Já com experiência de banco, ex-internacionais investem na formação

Jorge Costa, Rui Jorge e Lito Vidigal são antigos jogadores internacionais que, depois de orientarem equipas da Liga Sagres, estão a frequentar o curso de treinadores, em Rio Maior.

Além da experiência recente, ao comando do Belenenses nas últimas duas jornadas da Liga portuguesa, aos 36 anos, Rui Jorge conta também com a experiência acumulada ao longo de 14 anos nos relvados, sob o comando de técnicos como Carlos Alberto Silva, Artur Jorge, Tomislav Ivic, Bobby Robson, Laszlo Boloni, Fernando Santos ou José Peseiro.

“É natural que algumas coisas se repitam e que falemos nalgumas situações, porventura, mais do que vividas e experienciadas por nós. Mas, há sempre alguma coisa que nós nunca abordamos da mesma forma. Se calhar, aqui, temos outra perspectiva de ver as coisas e, nem que seja por uma pequena coisa, vale a pena”, disse o antigo defesa esquerdo de FC Porto, Sporting e Belenenses.

Dois anos depois de ter “tirado” o curso (terceiro nível), Rui Jorge pretende “concluir o ciclo de formação para estar apto a tudo”, reconhecendo “mais-valias” na formação.

“Tudo o que seja informação é bem-vindo, partindo do princípio que este curso nos traz mais alguma informação é evidente que é bom”, sublinhou.

Também para o ex-internacional angolano e actual treinador do Portimonense, Lito Vidigal, a experiência profissional é insuficiente e a formação específica deve ser vista como um desafio constante.

“Não, não é suficiente. A formação é contínua, nem com o quarto nível podemos parar, porque o processo é evolutivo. O futebol, a sociedade e as mentalidades são evolutivos e nós temos de estar um passo à frente, senão temos muitas possibilidades de nos tornarmos obsoletos. Se não praticarmos todos os dias, se nós não tentarmos melhorar todos os dias as nossas capacidades ficamos para trás”, referiu o ex-jogador de Santa Clara, Belenenses e Campomaiorense.

Entre os formandos deste curso, está Jorge Costa, que comandou a Olhanense no regresso à Liga principal e está impossibilitado de prestar declarações, por castigo da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, até 14 de Julho.

“É um acrescento pessoal, é também a necessidade de ter o canudo para poder treinar grandes equipas”, destacou o ex-adjunto de José Mourinho no FC Porto e nos ingleses do Chelsea, classificando como “muito importante” a preocupação dos treinadores portugueses com a formação.

O quarto nível de formação de treinadores, é obrigatório para técnicos que comandem equipas na Primeira Liga e também para orientar clubes em países europeus.

Nesse sentido, para “facilitar” a frequência a treinadores no activo, a FPF promove estes cursos em regime de internato, no final das temporadas.

“A eventual realização do curso ao longo do tempo, que já foi ensaiado no terceiro nível há uns anos atrás, criou alguns problemas operacionais para os próprios treinadores. Porque, por exemplo, se as segundas-feiras eram normalmente dias ‘mortos’ para quem estava na Primeira Liga ou na Liga de Honra, hoje há muitos jogos nestes dias”, justificou Arnaldo Cunha, reconhecendo o “esforço grande” para “beneficiar” desta formação, “após uma época desgastante”.

Mestres aprendem para chegar a “mister”

Com o grau de Mestre, os adjuntos José Guilherme, da selecção portuguesa de futebol, e Rui Almeida, ex-Trofense, frequentam actualmente o curso de treinadores UEFA Pro, obrigatório para orientar equipas da Liga Sagres.

Para o adjunto de Carlos Queiroz, na equipa das “quinas”, a “aptidão académica”, obtida com a Licenciatura e o Mestrado em Futebol, pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, permitiu-lhe “abrir perspectivas e horizontes, alargando-os” sem os encerrar.

“Eu não acredito em grande conhecimento académico sem ter experiência prática, nem acredito em grandes treinadores sem terem conhecimento teórico que suporte o que fazem todos os dias. O intercâmbio entre os dois é que é extremamente importante para se atingir um patamar de qualidade evoluído, enquanto treinador”, disse José Guilherme, destacando o “conhecimento adquirido, durante a formação técnica, que surge dos problemas da prática, das experiências de vida e de anos e anos de treino”.

Para o adjunto da selecção lusa, este curso de quarto nível serve de “complemento à formação académica”, sobretudo partilhando e conhecendo experiências com os formadores e outros formandos.

“A principal diferença é que este é muito mais um momento de aprendizagem por troca de ideias, de experiências, do que propriamente de aquisição de novos conhecimentos. Já os outros níveis anteriores tiveram essa função, agora é um patamar mais evoluído, de mais reflexão”, explicou.

Também Rui Almeida, que obteve o grau de Mestre em Treino Desportivo para Crianças e Jovens, pela Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa, classifica este curso de “pertinente” e “de alto nível”.

“Naturalmente que todos nós estamos cá porque necessitamos do quarto nível para podermos estar ao mais alto nível, nomeadamente na Liga Sagres e no estrangeiro”, frisou o ex-adjunto de Trofense e Estoril-Praia, que frequenta o curso juntamente com o seu “chefe de equipa” Tulipa.

Tendo tirado o primeiro curso de treinador antes da Licenciatura, Rui Almeida considera que este tipo de formação de “elite” tem “um valor acrescentado” relativamente ao adquirido ao nível académico.

“Penso que continuam a não conseguir transmitir os conteúdos, a experiência e a vivência que é importantíssima em qualquer carreira. Não só no futebol, mas em qualquer modalidade desportiva”, referiu o técnico, destacando, como mais-valia, a “troca de experiências com formadores com bastante vivência ao mais alto nível na modalidade”.

O quarto nível de formação de treinadores, denominado de UEFA Pro, é obrigatório para técnicos que comandem equipas na Primeira Liga e também para orientar clubes em países europeus.

Seguindo as prerrogativas da UEFA, que “tem vindo a condicionar a formação de treinadores”, segundo o coordenador técnico da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Arnaldo Cunha: “A UEFA, neste momento, impõe esta formação, só reconhece esta formação e não qualquer outra”.

“Evidentemente, nós sabemos que o conhecimento não é estanque. Não é só aqui que se adquire conhecimento. O conhecimento é mais vasto e pode ter-se acesso a ele de outros modos. Estes cursos visam normalizar a formação que é dada em todo o país e visam, obviamente, assegurar-nos de que o nível comum de conhecimento é transversal a todos os treinadores portugueses”, explicou Arnaldo Cunha.

Os “licenciados em Educação Física e Desporto” e os jogadores com 15 ou mais internacionalizações AA têm equivalência ao primeiro nível da formação de treinadores, frisou o coordenador da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Arnaldo Cunha.

Para chegar às Ligas profissionais, os licenciados ou ex-jogadores têm de obter aproveitamento nas restantes formações, no caso do terceiro e quarto nível em regime de internato.

Curiosas e significativas as reacções destas pessoas em relação à formação de treinadores, aliás tem tudo a ver com as primeiras reacções dos experts do costume que tentaram por todas as vias boicotar, brincar, ridicularizar e sabe-se lá mais o quê, com algo tão vital para qualquer modalidade e para qualquer área da nossa vida como é a formação, claro que haverá gente bem formada e com experiencia, mas essas pessoas serão á partida aquelas que mais facilidade terão na altura da formação, haverá sempre e também a partilha de experiências, sabendo-se que no hóquei em patins como em qualquer outra modalidade a formação vai muito para além do hóquei e das variantes táctico/técnicas.

É portanto chegada a hora do hóquei em patins a exemplo de todas as outras modalidades, agarrar o momento em que a competência e a formação vão ter de andar de mãos dadas, é de saudar a entrada neste novo regime e nós escrevemos este artigo querendo também parabenizar a Federação de Patinagem de Portugal, por ter aberto caminho, junto com a sua direcção técnica a algo fundamental e vital para o futuro e qualidade do hóquei em patins praticado. Até porque muitas lutas já foram travadas em prol dessa mesma exigência do nível na 1ª divisão, quem ainda não se lembra do celebre caso do treinador da Juventude Ouriense, que deu origem a protestos e a castigos federativos, tudo em prol da exigência de que todas as equipas deveriam ter o treinador com o nível exigido e não alguém fictício, havendo é certo algum exagero, pois também na mesma altura no futebol o Paulo Bento dava os 1ºs passos como treinador do Sporting e tinha de ter sentado a seu lado como ainda hoje mantém, Carlos Pereira, aquele que efectivamente tinha o nível exigido e que era inscrito como tal no boletim de cada jogo, portanto se a FPP não for tão rígida como foi em relação ao Ouriense, é natural e é isso que consideramos natural, que venhamos a ver um treinador de nível 3 sentado ao lado de José Querido na Juventude de Viana, como alguém sentado ao lado de Carlos Dantas, se este vier a ser treinador na 1ª Divisão, ou ao lado de Victor Fortunato na Física de Torres Vedras, enquanto este não tiver o nível 3 também, é a única solução para estes clubes que optaram por fazer assim, escolhendo estes, há cerca de 75 treinadores com 3º nível, mas são estas as escolhas destes clubes, logo é natural que assumam as despesas dessa decisão, outra coisa não se espera, porque outra coisa seria inacreditável e inaceitável, seria andar 20 anos para trás, entrar-se em regime de excepções, algo que já acabou e ainda bem, pois durante muitos anos o hóquei foi vitima dessas excepções, quando se atribuíam carteiras de treinadores por serviços prestados, mesmo que fossem serviços prestados em áreas administrativas, existe uma percentagem inacreditável de pessoas que têm carteira de treinador de hóquei em patins e nunca foi treinador na vida, antigamente cometiam-se barbaridades que ainda bem que esta federação colocou um final nisso, até porque abrir excepções não só se andava para trás como se perdia completamente o respeito por todos os treinadores portugueses que fazem e fizeram formação para obter os níveis exigidos, para além daqueles que já solicitaram essa excepção e que a FPP negou e muito bem, já não falando na violação do espírito da lei que foi criada e que dá prioridade á formação, também não acreditamos que alguém com a estatura moral e integridade de um José Querido, de um Carlos Dantas ou de um Victor Fortunato, quisessem de alguma forma tirar benefícios de situações que os colocassem em vantagem perante os seus colegas de profissão, colegas esses que se sacrificaram, sacrificaram os seus clubes, as suas famílias, para alem de outras coisas, para poderem hoje ter o nível 3 de treinador de hóquei em patins, nomeadamente e basta ver no sítio da FPP, pessoas como: Franklim Pais, Tó Neves, João Lapo, Fernando Falé, Fernando Almeida, Paulo Garrido, Victor Silva, José Fernandes, Paulo Freitas, Pedro Mendes, Luís Sénica, Paulo Pereira, Pedro Nunes, Carlos Pires, Paulo Batista, Domingos Guimarães, Rafael Oliveira, Helder Pinho, Rui Neto, Paulo Lopes, Nuno Lopes, Jorge Lopes, Armando Sousa, Pedro Trindade, José Carlos Califórnia, etc, falamos destes sem menosprezar ninguém num universo de 75 treinadores que veriam o seu esforço e a sua postura perante os regulamentos ser escamoteada e torpedeada, por algo que nesta altura do século seria completamente descabido e inaceitável.

Portanto estão de parabéns todos os treinadores que podem ver hoje o seu esforço compensado pelo que dedicaram á aquisição de conhecimentos e formação, para que possam ser treinadores melhor preparados, para enfrentar os novos e grandes desafios que se aproximam, pois o nível intelectual, físico e a todos os níveis , por parte dos atletas é cada vez maior, o jogo cada vez exige mais engenho e planificação, o projecto cada vez tem de ser mais sério, as áreas a abranger por um treinador são cada vez mais e maiores e por isso a formação é aspecto vital e se para estar entre os melhores é preciso ser-se avaliado na sua formação, então que seja, pois o hóquei em patins e o desporto em geral, agradecem.

E.S.O.

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NOTÍCIAS DO HÓQUEI

2 08 2007

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Segundo noticiou no seu site(www.mundook.net), José Paulo Silva, Arazede poderá ser o local onde se vai realizar a proxima FINAL 4 DA TAÇA DE PORTUGAL DE HOQUEI FEMININO, segundo um desafio lançado num convívio, pelo responsavel local pelo hoquei feminino fernando Baía, desafio esse que foi aceite pelo Presidente da Associação de Patinagem de Coimbra assim como pelo Presidente da Camara de Montemor o Velho, Sr. Luis Leal que garantiu que a autarquia tudo fará para que essa festa do hóquei feminino seja uma realidade em Arazede.

HELDER FERREIRA NO GULPILHARES

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Noticia é tambem Helder Ferreira, que a Epoca passada treinou o Candelária, onde acabou por ser substituido por Pedro Nunes.

Helder Ferreira vai ser o novo adjunto de Fernando Almeida, na equipa do Gulpilhares que como se sabe tem como objectivo não só uma classificação tranquila no campeonato da 1ª divisão, mas tambem uma participação honrosa e tanto melhor quanto possivel na Taça Cers, onde será a unica equipa portuguesa a participar conjuntamente com o Porto Santo Sad.





LAVRA TEM NOVO TREINADOR

27 07 2007

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HUGO MENEZES FOI O ESCOLHIDO

O Lavra , equipa que milita na 2ª divisão zona Norte, contratou o jovem técnico Hugo Menezes, que até aqui era o coordenador da formação do Gulpilhares.

Registe-se que Hugo Menezes conduziu enquanto Técnico, a equipa de juvenis do Gulpilhares ao título nacional, quando da final a 4 disputada nas Taipas, na época, 2004/2005





O PORQUÊ DO PROLONGAMENTO DO REGIME TRANSITÓRIO FACE À OBRIGATORIEDADE DO NÍVEL II?

24 07 2007

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O ADIAMENTO DO INEVITÁVEL E NECESSÁRIO DÁ-SE POR FALTA DE VERBAS

Quando atrás e na sequência, da saída de Paulo Batista do cargo de seleccionador nacional, manifestámos a nossa opinião de preocupação, com o facto de a federação ter adiado mais uma vez a imposição do regulamento que tinha a ver com a obrigatoriedade dos clube inscreverem para treinadores das equipas de seniores masculinos da 2ª divisão e seniores femininos, só aqueles que já possuíssem o nível 2, na altura não era claro para nós o porquê desse adiamento, passou-nos pela cabeça inclusive, que fosse a federação a baixar a cabeça, à pretensão ridícula de alguns, de quererem ser treinadores à força sem que para isso tivessem que se formar nessa área, no fundo terem de fazer o mesmo que se faz em qualquer modalidade, não só em Portugal mas em qualquer país da comunidade europeia e noutros países, onde o treinador tem de ser alguém capacitado e preparado para dominar áreas de grande abrangência e vitais para a preparação a todos os níveis de qualquer atleta de qualquer modalidade.

Neste capítulo, todas as federações estão a cumprir a lei de bases do Desporto, daí não vermos razão na altura para este adiamento. Por isso tínhamos de ir à procura de mais elementos e no mínimo tentar perceber os porquês; e encontrámo-los. Do que se trata então? – Trata-se do dinheiro que era entregue às federações para a formação, que foi reduzido drasticamente e a federação de patinagem não foi excepção, pois a verba não só foi reduzida a níveis ridículos, como ainda por cima tem de ser distribuída pelo hóquei, pela patinagem artística e pelas corridas de patins. Ora esta realidade veio atrasar o ritmo de cursos e com isso tirar a possibilidade dos clubes em tempo útil terem os seus técnicos formados, principalmente os clubes fora dos grandes centros, a manter-se a medida prevista,não restaria outra hipótese que eram os clubes desistirem, face à impossibilidade de contratarem técnicos em outras zonas, tendo por isso de suportar custos para os quais não estão preparados, assim sendo a federação não teve outra hipótese, prolongou o regime transitório, como medida de recurso(do mal o menos), mas não perdendo o norte à formação e à implementação da lei de bases do desporto português, sendo mesmo uma das federações que mais e melhor cumpre com as suas obrigações, por isso esse mérito deve ser dado a esta direcção técnica nacional, que goste-se ou não se goste é séria, tem objectivos concretos que passam não só pelo cumprimento da lei, mas também por uma moralização, tão urgente como necessária, pois grande parte daqueles que possuem carta de nível 2, muitos nunca foram treinadores, nunca treinaram uma única equipa, nunca tiveram o mínimo de formação de qualidade nem de espécie nenhuma, coisa tão importante para fazer face aos desafios dos atletas e jovens de hoje que são o futuro da modalidade, essas pessoas conseguíram esse nível, por serviços prestados, mesmo que fossem administrativos, todos os motivos por mais ridículos que fossem eram válidos para atribuir nível de treinador a pessoas que nunca o foram, coisas que já vinham desde o tempo do Sr. Castel Branco, portanto estas pessoas mesmo que não consigam mais nada, se conseguírem dar alguma moral à modalidade e fazer com que se cumpram leis num país de compadres, então essa já é uma grande vitória, por isso não exitámos em fazer este artigo. como forma de aclarar um assunto que para nós deixava algumas duvidas.

Resolvemos por tudo isto, voltar a publicar e transcrever o comunicado que deu origem a este assunto:

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INSCRIÇÃO DE TREINADORES – REGIME TRANSITÓRIO

A Direcção da Federação de Patinagem de Portugal na sua Reunião de 28 de Junho de 2007, deliberou prolongar o Regime Transitório para a disciplina de Hóquei em Patins que impunha a partir da próxima época (2007/2008) a obrigatoriedade do Nível 2 aos Treinadores para exercer as suas funções na 2ª Divisão Nacional Seniores Masculinos e Equipas Seniores Femininas.
Tal decisão foi tomada em consciência tendo em conta as dificuldades processuais dos Clubes em responder afirmativamente a esta medida e ao corte orçamental imposto pelo Instituto do Desporto de Portugal na rubrica para a Formação de Recursos Humanos.
Importa no entanto alertar todos os agentes envolvidos nesta temática, que está para breve a conclusão da Regulamentação da Formação de Treinadores, por parte do IDP, e que a FPP continuará a sua aposta na Formação, por forma a:
1. Fomentar a aquisição inicial dos conhecimentos desportivos, gerais e específicos, que garantam competência técnica e profissional na intervenção desportiva do treinador;
2. Oferecer, de forma contínua e sistemática, ao treinador instrumentos técnicos e científicos necessários à melhoria qualitativa da sua intervenção;
3. Promover o aperfeiçoamento qualitativo ou quantitativo da prática desportiva através da intervenção do treinador.
Assim, os níveis de qualificação de treinadores estabelecidos no ponto 1 do artigo 87º do Regulamento Geral são de aplicação obrigatória, a partir da época de 2009/2010.

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TREINADORES DE NIVEL II – REGIME TRANSITÓRIO

17 07 2007

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O ADIAMENTO DO INEVITÁVEL

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INSCRIÇÃO DE TREINADORES – REGIME TRANSITÓRIO

A Direcção da Federação de Patinagem de Portugal na sua Reunião de 28 de Junho de 2007, deliberou prolongar o Regime Transitório para a disciplina de Hóquei em Patins que impunha a partir da próxima época (2007/2008) a obrigatoriedade do Nível 2 aos Treinadores para exercer as suas funções na 2ª Divisão Nacional Seniores Masculinos e Equipas Seniores Femininas.
Tal decisão foi tomada em consciência tendo em conta as dificuldades processuais dos Clubes em responder afirmativamente a esta medida e ao corte orçamental imposto pelo Instituto do Desporto de Portugal na rubrica para a Formação de Recursos Humanos.
Importa no entanto alertar todos os agentes envolvidos nesta temática, que está para breve a conclusão da Regulamentação da Formação de Treinadores, por parte do IDP, e que a FPP continuará a sua aposta na Formação, por forma a:
1. Fomentar a aquisição inicial dos conhecimentos desportivos, gerais e específicos, que garantam competência técnica e profissional na intervenção desportiva do treinador;
2. Oferecer, de forma contínua e sistemática, ao treinador instrumentos técnicos e científicos necessários à melhoria qualitativa da sua intervenção;
3. Promover o aperfeiçoamento qualitativo ou quantitativo da prática desportiva através da intervenção do treinador.
Assim, os níveis de qualificação de treinadores estabelecidos no ponto 1 do artigo 87º do Regulamento Geral são de aplicação obrigatória, a partir da época de 2009/2010.

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NOTÍCIAS NOTÍCIAS NOTÍCIAS NOTÍCIAS

8 06 2007

 

 

 

 

 

 

 DOUTORES PARTEM A LOIÇA

O encontro entre o Espinho e o Pasteleira não chegou a terminar, uma vez que a oito segundos do final da primeira parte, Canha, jogador do Pasteleira, agrediu o árbitro Tiago Madureira, tendo o jogo sido de imediato interrompido para prestar assistência médica ao árbitro, acabando por pouco depois as equipas irem para intervalo.

A segunda parte já não começou, uma vez que as equipas receberam instruções para não voltarem ao rinque já que o estado do árbitro era aparatoso, não havendo portanto, condições necessárias para recomeçar a partida.

_________________________RUMORES_____________________

FÍSICA DE TORRES VEDRASCHAMBEL BATE COM A PORTA

Não foi confirmado oficialmente, mas segundo uma fonte ligada ao clube de Torres Vedras, Antonio Chambel, antigo guarda-redes Internacional pela selecção A e ex – jogador do Benfica, Sporting, Turquel, Alenquer e Física de Torres, demitiu-se do cargo de treinador principal e de coordenador técnico, por alegadas incompatibilidades, com os responsáveis pelo hóquei do clube. De salientar que a Física desceu esta época para a 2ª divisão, tendo ocupado o ultimo lugar da tabela classificativa, mas ao que nos foi dito, não teria sido essa a razão do seu pedido de demissão, até porque tendo em conta as limitações do plantel, António Chambel, sempre foi tido como pessoa de trabalho meritório e grande obreiro do facto da equipa sénior da Fisica de Torres Vedras, não só, ser sempre uma candidata mas também subir à divisão principal do hóquei português..





CURSO DE TREINADORES DE NIVEL III CHEGA AO FIM

4 06 2007

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JOAQUIN PAULS (BARCELONA) ENCERROU OS TRABALHOS

Terminimg_4143.gifou ontem na FCDEF da universidade de Coimbra, o curso de treinadores de nivel 3, que a Federação de Patinagem de Portugal, levou a efeito, durante este ano de 2007. O curso teve inicio no dia 4 de Fevereiro e terminou ontem dia 3 de Junho. A formação foi dividida em duas partes, sendo que a 1ª teve como matérias: Psicologia do desporto, pedagogia do treinador, fisiologia de esforço(desporto), teoria e metedologia do treino, anatomofisiologia, traumatologia e nutrição, matérias essas que ficaram a cargo dos: Prof. Dr. José Pedro Ferreira, Mestre Pedro Gaspar, Mestre Amandio Santos, Dr. Carlos Gonçalves, Prof. Dr. Manuel João, Mestre luis Rama, Dr. Raul Pacheco, Mestre Vasco Vaz e João Valente, enquanto que os seminários de hoquei em patins, ficaram a cargo de : Alberto Areces(Corunha), João Campelo, Carlos Pires e Ernesto Sebastião da ANTHP, img_4141.gifPaulo Batista(selecionador Nacional), Jorge Lopes(DTR – Porto e ex-selc. Nac. femin.), Luis Gouveia(STN – FPP), Vasco Vaz(ex-selecionador juniores), João Valente(estagiario no FC Barcelona), Paulo Lopes(selecionador Nac. femin. e adj. selec. Nac. jun.), José Pedro Martins(ex- selec. Nac. juv., jun., ex- adj. seleção italiana), Nuno Ferrão, adj. selec. Nac. juv.), Luis Sénica(DTN-FPP, selec. Nac. Juv.) e Joaquin Pauls(treinador do FC Barcelona e Presidente da AEEHP e RFEspanhola de Patinage).

Entre os varios treinadores da nossa praça, formandos candidatos ao nivel 3, confotos-rafaelhoquei-015.jpgtaram-se, Tó Neves, Fernando Almeida, Armando Sousa, Antonio Chambel, Paulo Garrido, Costa Duarte, Fernando Fallé, Pedro Seco, Rui Lopes, José Carlos California, Rafael Oliveira, Pedro Trindade, Carlos Silva, Helder Antunes, Helder Ferreirfpplogo_n.jpga, Paulo Jorge, entre outros, num total de 23 formandos.

Com este curso a FPP, deu mais um passo, na formação de competencias dos treinadores portugueses, facultando-lhes condições para que a modalidade possa evoluir em sintonia com a evolução e conhecimento dos proprios treinadores e cumprindo com isso, uma das clausulas exigidas, pela lei de bases do desporto em Portugal.

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