A JUSTA HOMENAGEM A UM DOS MAIORES HOQUISTAS DE SEMPRE

8 11 2007

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DEPOIS DA ENORME TRISTEZA QUE SENTIRAM AQUELES QUE GOSTAM DE HÓQUEI E QUE EM PARTICULAR SE LEMBRAM DE ANTÓNIO RAIO, DEPOIS DAS JUSTAS HOMENAGENS QUE LHE FORAM FEITAS, RESTA-NOS LEMBRAR A TODOS, OS TÍTULOS QUE ESTE ENORME HOQUISTA CONQUISTOU POR PORTUGAL, TANTO NA QUALIDADE DE JOGADOR COMO DE TREINADOR DA EQUIPA DAS QUINAS.

À SUA FAMÍLIA, O NOSSO LAMENTO E A NOSSA SOLIDARIEDADE PELA DOR SENTIDA, À FAMÍLIA HOQUISTA, O NOSSO LAMENTO PELA IDA DE MAIS UM GRANDE CAMPEÃO, MAS PARA A ETERNIDADE E PELA GLÓRIA DE ANTÓNIO RAIO, AQUI FICAM A LEMBRANÇA DOS TÍTULOS CONQUISTADOS.

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Campeão do mundo em quatro anos e campeão nacional em Sintra

A rádio chegava longe naquela época. “Portugal vai jogar com Emídio Pinto, António Raio, Edgar, Jesus Correia e Correia dos Santos.” De ouvidos colados ao transístor, os portugueses vibravam com o “cinco maravilha” de Portugal nas mais importantes competições do hóquei patinado português. Corria a década de 40.

Mantonio-raio.jpgais de meio século depois, calou–se o penúltimo dos “cinco violinos” do hóquei português – Correia dos Santos é agora o último resistente. António Raio, o defesa alto e elegante que marcava penáltis por buracos de 10 centímetros. Nascido em 1923, António de Jesus Raio, natural de Sintra, foi defesa da selecção portuguesa (95 internacionalizações) e campeão do Mundo em 1948, 49, 50 e 52. “Em 1951, em Barcelona, é que não foi possível vencer. A perdermos ao fim da primeira parte por 3-0, frente à Espanha no jogo decisivo, a um minuto do fim já se tinha atingido a igualdade (3-3). Numa última tentativa, porque só a vitória nos servia, abandonei o meu lugar de defesa e lancei-me em busca do golo da vitória. Fui fintando adversários até aparecer isolado frente à baliza espanhola, sobre o lado esquerdo do nosso ataque. Atraí o guarda-redes e passei a bola para o lado contrário, para o Correia dos Santos, que, com a baliza aberta, rematou violentamente ao poste. No ressalto, um defesa espanhol captou a bola, passou-a para um avançado, que rematou para a nossa baliza, marcando no último segundo o golo da vitória da Espanha. Nessa altura, o Lança Moreira, que estava a fazer o relato, não resistiu à emoção do lance e desmaiou”, contou Raio, em 1972, à Flama.

Como jogador, a nível de clubes, jogou durante 18 anos (1940-58) no seu Hockey Club de Sintra, de que chegou a ser presidente. Mais tarde, voltaria a ser campeão do Mundo, já como seleccionador nacional da modalidade.

Foi 95 vezes Internacional, 4 vezes Campeão do Mundo e da Europa (1948, 1949, 1950 e 1952) e Seleccionador Nacional em 1960-Campeão do Mundo, 1961-Campeão da Europa, 1968-Campeão do Mundo e 1969.




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